Clínica Conceb | Dr. Rodrigo Scardelato
Quando deve ser feita a estimulação ovariana?

Quando deve ser feita a estimulação ovariana?

24 de outubro de 2023

Utilizada para aumentar as chances de gravidez aliada a técnicas de reprodução humana assistida, a estimulação ovariana pode ser recomendada para casos em que a gestação não aconteceu de forma natural.

Esse procedimento é realizado com o uso de medicações hormonais, que se assemelham às produzidas pelo organismo feminino, para aumentar o número de folículos maduros, ou seja, as estruturas que abrigam os óvulos até o momento da ovulação. Quanto maior o número de óvulos disponíveis, maior será a chance de a gravidez acontecer.

A estimulação ovariana é normalmente recomendada pelos médicos ginecologistas especializados em reprodução humana assistida para mulheres com algum distúrbio de ovulação, que pode ser consequência de alterações hormonais como, por exemplo, Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP). Essas situações costumam comprometer o desenvolvimento, amadurecimento ou ruptura do folículo, impedindo que a ovulação aconteça. 

Para que a estimulação ovariana seja realizada, o médico prescreve medicamentos que devem ser administrados desde o início do ciclo menstrual, com duração aproximada de 8 a 14 dias, acompanhado da realização de exames de ultrassonografia transvaginal para verificar o desenvolvimento dos folículos.

Vale lembrar ainda que o processo não reduz a reserva ovariana natural.

Técnicas de fecundação

Para que a gestação possa acontecer, após a estimulação ovariana seu médico ginecologista pode recomendar a relação sexual programada (RSP) ou técnicas de inseminação artificial.

Quando o óvulo está maduro, ou seja, a mulher está no período fértil o casal deve manter o ato sexual habitual. Se a ovulação ocorre, por exemplo, em uma quarta-feira, ela fica fértil três dias antes e três dias depois. Então, de segunda a sábado, deve ser mantido o ato sexual regular e, se não estiver com atividade sexual ativa, pelo menos duas a três vezes nessa semana o ato deve ser praticado.

Se isso não acontece, é possível realizar a inseminação intrauterina. Neste caso, há técnicas de preparo do semém, que é coletado e depositado no útero durante o período fértil da mulher em busca da fecundação.

Na fertilização in vitro (FIV), a fecundação é realizada em laboratório com dosagens hormonais mais altas e com cerca de 10 óvulos na tentativa de reunir o maior número de embriões, que posteriormente são transferidos para a cavidade uterina, no mesmo ciclo da indução, ou se não for possível por motivos hormonais ou técnicos, esses embriões serão congelados e depois serão transferidos no próximo ciclo.

É importante ressaltar que o atendimento para a reprodução humana assistida deve ser individualizado, já que cada organismo responde de uma maneira diferente e a avaliação de um ginecologista é essencial para indicar o tratamento mais adequado de acordo com a necessidade do casal.

 

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