
Pai ou mãe solo na Reprodução Humana Assistida
05 de setembro de 2024
O avanço da medicina permite que homens e mulheres que não têm um parceiro, seja por escolha ou circunstância, possam se tornar pais e mães solo com apoio da reprodução humana assistida. A chamada gestação independente utiliza técnicas como a Inseminação Intrauterina (IIU) e a Fertilização in Vitro (FIV) para concretizar o sonho de constituir uma família.
O primeiro passo para o desejo de ter um filho se tornar real é procurar por um ginecologista especialista em Reprodução Humana Assistida, que vai orientar sobre as técnicas mais adequadas e verificar a saúde do futuro pai ou mãe solo. Ter apoio psicológico para esse momento e orientações sobre trâmites legais que a produção independente possa exigir são essenciais.
Como me torno mãe solo?
Para que uma mulher se torne mãe solo através de uma gestação independente é preciso buscar por um banco de sêmen para fertilizar seu óvulo. O anonimato é a principal característica dessa doação. A legislação brasileira determina que o laboratório não revele a identidade do doador e não o informe para quem seu material foi doado.
A futura mamãe pode escolher os gametas de acordo com as características do doador, disponibilizadas pelo banco de sêmen. É importante ressaltar que o doador passa por uma série de exames durante a triagem até o material ser aprovado para que não apresente nenhum problema genético. Em seguida, com apoio do médico especialista em reprodução humana assistida, é realizado o procedimento para fertilização do óvulo, que pode ser a inseminação artificial ou a FIV.
Na inseminação, a fecundação do óvulo acontece dentro do corpo da mulher e na fertilização in vitro dentro do laboratório.
Como me torno pai solo?
A complexidade para se tornar pai solo é um pouco maior em relação às mães solo, o que não quer dizer que seja impossível. Para a paternidade independente acontecer, são necessárias duas doações: a de óvulos e a cessão temporária de útero para a gravidez. Assim como com as mães solo, tudo começa com uma consulta com um médico especialista em reprodução humana assistida, que vai explicar como é possível a gestação e dar detalhes sobre a FIV, técnica recomendada nesses casos.
Em seguida, é preciso buscar por um banco de óvulos no qual será possível verificar algumas características da doadora, que não deve conhecer a identidade de quem está recebendo os óvulos e vice-versa.
É preciso também buscar por uma doadora de útero para que a gestação aconteça. O Conselho Federal de Medicina (CFM) estabelece que a cessão temporária de útero pode ser realizada por mulheres de até 50 anos que pertençam à família do futuro papai, em um parentesco consanguíneo até o quarto grau - primeiro grau – mãe/ filha; segundo grau – irmã/ avó; terceiro grau – tia/sobrinha; quarto grau – prima. Com tudo definido, é realizado o procedimento de fertilização in vitro, no qual o óvulo é fertilizado em laboratório com os gametas masculinos do futuro pai solo. Depois do desenvolvimento inicial, os embriões são implantados no útero de substituição e aguardada a gestação.
É importante ressaltar que a doadora de óvulos e a mulher que vai ceder o útero não podem ser a mesma pessoa.