
Mitos x Verdades sobre a Infertilidade
23 de junho de 2023
Junho é o mês de Conscientização da Infertilidade, um tema de extrema importância, mas que nem sempre é debatido deixando, por medo ou tabu, muitos casais sem informações essenciais que podem contribuir para uma gestação. A infertilidade é definida como a ausência de gestação após um ano de tentativas com relações sexuais regulares e ausência de métodos anticoncepcionais. Como a fertilidade natural é altamente sensível ao avanço da idade nas mulheres, o fato de adiar a maternidade – seja por questões profissionais, familiares ou econômicas - favorece a redução das chances de engravidar.
Há muitas causas de infertilidade, podendo ser multifatoriais geradas por desequilíbrios na saúde ou hábitos de vida de homens e mulheres. Ambos os sexos têm as mesmas chances de apresentar infertilidade. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 190 milhões de pessoas, ou aproximadamente 15% da população, sofrem no mundo com problemas de infertilidade. É importante ressaltar que ações de saúde podem ser realizadas para prevenir e tratar a infertilidade.
Separamos alguns mitos e verdades para você se informar, se cuidar e entender que, mesmo com o diagnóstico de infertilidade é possível realizar o sonho de ter um filho.
Vacinas causam infertilidade?
Mito. Nenhuma vacina causa infertilidade. Pesquisa publicada pelo American Journal of Epidemiology não mostrou nenhuma evidência de que as taxas de fecundação e a probabilidade de concepção sofreram alteração devido à imunização contra a COVID-19. Foram avaliadas as vacinas da Pfizer, Janssen e Moderna.
Roupas extremamente apertadas e usadas constantemente podem prejudicar a produção de espermatozoides?
É verdade. Estudo da Universidade de Harvard revela que homens que usam calças e roupas íntimas muito justas podem comprometer a produção de espermatozoides. Por outro lado, aqueles que usam roupas mais largas, que não apertam tanto os testículos, ajudam a produzir 25% mais de espermatozoides, além de terem liberado 17% mais espermatozoides em cada ejaculação perante os outros pesquisados.
O uso contínuo de contraceptivos interfere nas futuras chances de engravidar?
É mito. A perda de folículos e a diminuição do estoque de óvulos são contínuas nas mulheres e isso ocorre independentemente do uso ou não de métodos contraceptivos, como anticoncepcionais hormonais, sejam eles em pílula, adesivo ou DIU, que bloqueiam momentaneamente a ovulação. Ao parar com o uso do medicamento, a mulher já se encontra apta para a concepção novamente. Vale ressaltar que os contraceptivos não causam infertilidade, porém podem camuflar outros sinais existentes, como baixa reserva ovariana ou endometriose. Por isso, é importante consultar o médico ginecologista regularmente.
Emagrecer melhora a fertilidade em homens e mulheres?
Sim, é verdade. A obesidade está relacionada diretamente com a fertilidade. Estudos apontaram que homens obesos ejaculam menos do que aqueles que estão com peso ideal. Cabe dizer que a magreza extrema também pode ser causa de infertilidade. Por isso, uma vida saudável, incluindo atividades físicas e alimentação controlada é o melhor caminho a ser tomado.
Casais com menos de 35 anos não têm problemas para engravidar?
É mito. As chances de engravidar naturalmente são de 20% aos 25 anos; 15% aos 35 anos; 5% aos 40 anos; e 2% aos 43 anos. Com o passar da idade, existe uma queda natural das possibilidades, mas não é uma regra. É sempre importante procurar um médico ginecologista especialista em reprodução humana assistida, que poderá ajudar o casal a engravidar.
Bebidas alcóolicas causam infertilidade?
Sim, verdade. O consumo excessivo de bebidas alcóolicas pode impactar negativamente nas taxas de sucesso para quem quer engravidar. Nas mulheres, influencia na produção de hormônios e ciclo menstrual e, nos homens, pode prejudicar a qualidade e motilidade dos espermatozoides. O consumo com moderação é o segredo.
Se você está há mais de um ano na busca por uma gravidez sem obter sucesso, é hora de marcar uma avaliação médica com um profissional especializado em reprodução humana assistida para avaliar sua saúde e de seu parceiro(a) e conhecer métodos que possibilitam a gravidez.