
Depressão pós-parto.
30 de setembro de 2022
Conceber uma vida envolve mudanças físicas, hormonais e emocionais. Todas essas novidades vivenciadas pela mulher precisam ser observadas com atenção por ela e por aqueles que a cercam. A saúde emocional é tão importante quanto à saúde física da gestante, monitorada pelo médico ginecologista por meio de exames de diagnóstico realizados durante o pré-natal.
É necessário observar as emoções da gestante durante toda a gravidez. Picos de alegria seguidos de tristeza profunda, ansiedade, alterações no humor, crises de choro e insegurança são sentimentos que podem desencadear a depressão pós-parto. Essa é uma condição que acomete várias mulheres e precisa ser debatida e amplamente divulgada para que o tratamento seja oferecido o mais rápido possível.
Como identificar?
Verificar o histórico familiar em busca de parentes próximos que já passaram por depressão é um ponto importante e serve de alerta. Ao notar sinais de inquietação, irritabilidade, tristeza, choro excessivo, dores de cabeça constantes, palpitações no coração, falta de sono ou muito cansaço é necessário procurar ajuda profissional. Ficar exageradamente preocupada com o bebê, ter sentimento de culpa e inutilidade; ficar com medo de machucar o bebê ou a si mesma também são sintomas que merecem atenção.
Tratamento
O médico ginecologista e obstetra pode auxiliar no diagnóstico e encaminhar a mulher para um atendimento especializado por um psicólogo ou psiquiatra. Uma alimentação equilibrada, rica em fibras, água e alimentos naturais ajudam o corpo e a mente a funcionar de forma adequada. Exercícios físicos antes, durante e depois da gravidez, sempre acompanhados por um profissional, também ajudam o corpo a liberar endorfina, substância que traz bem-estar. Ter apoio familiar é fundamental para a mulher combater as sensações de medo e se sentir segura para vivenciar essa nova fase.