
Anticoncepcionais e infertilidade
14 de dezembro de 2023
O uso prolongado de anticoncepcionais pode causar infertilidade? Essa pergunta costuma fazer parte das consultas a médicos ginecologistas e obstetras, principalmente quando o casal tem planos de engravidar.
Não há nenhuma comprovação científica que indique que anticoncepcionais e infertilidade estejam associados. O que pode acontecer é que o uso prolongado de pílulas, injeções ou DIU mascararem problemas que comprometem a fertilidade, como a endometriose ou a síndrome dos ovários policísticos.
Ao suspender o anticoncepcional, esses problemas nem sempre são rapidamente percebidos. Assim, a dificuldade de engravidar é associada ao uso prolongado do anticoncepcional, não aos problemas que não puderam ser diagnosticados nesta fase.
Consultar um médico ginecologista especializado em reprodução humana assistida é essencial para verificar a saúde do casal e entender os motivos que impediram a gravidez natural. Com base em exames de diagnósticos e levantamento do histórico do casal será possível indicar o método mais adequado em busca da gestação.
Parei de tomar pílula, e agora?
Independentemente do tempo que a mulher faz uso de anticoncepcionais, ao interromper a pílula ou injeções, os hormônios que impedem a gravidez existentes nesses métodos contraceptivos não estarão mais presentes no organismo feminino.
Assim, a tendência é de que após dois ou três ciclos menstruais os hormônios naturais se regulam e a ovulação volte a ocorrer normalmente, permitindo a gravidez.
Se após um ano da interrupção do anticoncepcional a gestação não acontecer de forma natural, o ideal é procurar um médico ginecologista especializado em reprodução humana assistida para que ele possa indicar o tratamento mais adequado.
Anticoncepcional altera areserva ovariana?
O uso de anticoncepcionais não interfere na reserva ovariana. Em média, estima-se que as mulheres tenham cerca de 400 mil óvulos ao nascer, quantidade que vai sendo reduzida a cada ciclo menstrual.